22/12/2017

begin again: capítulo 28


Miss you
(leiam as notas finais)

Há mais uma coisa que preciso fazer. Mesmo no meio de todo o resto, só consigo pensar em Joseph Jonas. Durante quase seis semanas, não ouvi nenhuma notícia dele, exceto uma desculpa ocasional via Michael. Está começando a parecer que ele é uma invenção da minha cabeça.
Cristo, como sinto falta dele.
O que vai fazer você feliz, Demi?
Quero fazer as pazes com Joseph. Odeio a maneira como deixamos as coisas tão tensas no ar. Se vou mesmo retomar o controle da minha vida, como Louise me incitou a fazer, não quero me arrepender de nada. E me arrependo de tê-lo feito sofrer. Muito mesmo.
No final, envio uma mensagem de texto. Simples, mas eficiente. Algumas palavras para ver se ele morde a isca, se pretende falar comigo novamente.
Sei que você não está doente.
Claro, ele não responde. Não sei se eu esperava mesmo que ele respondesse. Só queria que ele soubesse que eu não sou idiota, que eu estou pensando nele. Ele precisa saber que eu não vou desistir tão facilmente.
No dia seguinte, envio outra mensagem. Dessa vez, um pouco mais forte. Uma pergunta em vez de uma declaração.
Por que você não fala comigo?
Outro dia de silêncio. No entanto, não me ofendo com a falta de resposta. Na verdade, estou começando a esperar por isso, enviar as mensagens, falar que ainda estou por perto. No terceiro dia, tento uma abordagem direta.
Estou com saudades.
Me arrependo assim que envio. É um pouco sincero demais. Decido que vai ser minha última tentativa, a última coisa que eu quero é parecer uma perseguidora. Mas, em seguida, alguns minutos mais tarde, meu telefone começa a tocar. E estou tremendo quando levanto o aparelho. Ver o nome dele no visor faz meu estômago apertar com náuseas de ansiedade.
– Alô? – sussurro. O silêncio que se segue me faz pensar que ele não me ouviu. Assim que estou prestes a repetir a palavra, Joseph começa a falar:
– Demi, você está aí?
Limpo a garganta.
– Estou aqui.
– Deus do céu, por que não pode me deixar em paz? Foi você que amarelou, foi você que me repeliu. Quer me torturar, é isso? – ele fala de maneira pausada naturalmente, mas parece mais forte do que o normal. Tento não vacilar diante de sua veemência.
– Me desculpe, Joseph, eu... – era isso o que eu queria? Me sentir culpada e infeliz de uma só vez? Meu pai um dia me disse que eu sou meu pior inimigo, e estou começando a acreditar que ele estava certo. – Não tive a intenção de fazê-lo sofrer. Achei que a gente era amigo.
– Você definitivamente parecia amigável. – o sarcasmo escorre de suas palavras. – O que você quer de mim, Demi?
– Eu quero que a gente volte para o que era antes. Sinto sua falta na clínica e as crianças também. Nós queremos você de volta.
Há silêncio do outro lado. Espero por uma resposta, todo meu corpo está tenso.
– Joseph, você me ouviu?
– Ouvi. – sua voz é baixa, e tenho que me concentrar para ouvir. – Só não entendo por que você está me dizendo isso agora.
– Porque sinto sua falta. – as palavras surgem da minha boca como se estivessem correndo para serem ouvidas. – As crianças também estão sentindo sua falta. A aula de arte não é a mesma sem você.
– O que você quer que eu diga? Que vou estar de volta amanhã, fingindo que nada aconteceu? Que nós podemos rir, brincar e tirar sarro um do outro como se aquele beijo fosse só minha imaginação?
É isso o que realmente quero? Esquecer aquele beijo lindo, sensual, incrível? Apagar as palavras que a mãe dele sussurrou para mim? Me esquecer de tudo, exceto da nossa amizade?
– Cameron Gibbs fez um cartão para você. Cameron Gibbs, droga. O mesmo garoto que rouba galerias de arte e enfrenta policiais realmente pintou um cartão para lhe dizer que sentiu sua falta. Isso não quer dizer nada?
– Claro que sim – ele responde. Sua voz é densa. – Você não acha que sinto falta deles também?
E de mim?
– Então, volte. Prometo não fazer mais nada para o deixar aborrecido. Não quero fazer você se sentir mal...
– Você acha que isso é culpa sua?
– Não é? Fui eu que o beijei e depois fugi. Eu é que sou casada. Claro que a culpa é minha.
– Você não sabe de nada. No instante em que eu a vi na porta, eu soube que ia beijar você. Não me importei se você era casada, na verdade, e ainda não dou a mínima. Eu só conseguia pensar em como você estava e como eu sabia que seria a sensação de ter você nos meus braços.
Prendo a respiração enquanto ele fala. Quase consigo sentir a firmeza de seus bíceps nas laterais do meu corpo. Lembro-me de como ele me olhou antes de pressionar os lábios contra os meus. Como se eu fosse a oitava maravilha.
– Eu também o beijei. – minha voz é pequena. Entre nós dois, sou eu que tenho mais culpa. – Eu não deveria...
– Jesus, Demi, você não entende? Eu queria que você me beijasse também. Ainda quero. É por isso que não posso vê-la de novo.
– Você poderia fazer isso? – pergunto. – Poderia ir embora e esquecer que alguma coisa aconteceu?
– Eu fui embora. Não sou o tipo de cara que corre atrás de mulher casada. Não vejo emoção nenhuma em perseguir algo que não é meu. – ele suspira profundamente. – Não vou ser a pessoa que vai arruinar tudo para você.
– Você é gentil demais. – minha voz falha.
– Eu sei.
A pressão no meu peito vai aumentando.
– Não foi você que arruinou tudo, fui eu.
– Você é muito dura consigo mesma. – seu tom amolece. – Assume a culpa quando não é necessário. Às vezes a vida é uma porcaria, não é culpa de ninguém, simplesmente acontece. Eu parti para cima de uma mulher casada, não é culpa sua. Você ficar com Simon também não é culpa sua. Por mais que me mate dizer isso.
Não tento corrigi-lo. Não quero que ele pense que eu só estou ligando para ele porque me separei de Simon. Isso é o mais distante possível da verdade. Estou ligando porque quero ser feliz. Porque quero meu amigo de volta. Mesmo se isso for tudo o que pudermos ser.
– Por favor, pense em voltar para a aula, mesmo que apenas por causa das crianças. Posso até pedir a Cameron que faça outro cartão para você.
Pela primeira vez, o riso soa quase genuíno.
– Vou pensar no assunto.
Nós dois ficamos em silêncio por um momento. Não porque não há nada a dizer, pelo menos não da minha parte. É porque há tudo para ser dito, mas sei que não posso fazê-lo. Não posso dizer o quanto minha vida está mudando. Há algumas coisas que a gente só pode dizer a outra pessoa cara a cara, quando é possível ver a reação, compreender as emoções do interlocutor. Então eu me forço a manter o equilíbrio, quando só o que quero é colocar tudo para fora.
– Acho que é melhor eu desligar – digo, tentando manter a voz estável. – Talvez a gente possa se ver em breve?
– Talvez. – sua voz é baixa. – Eu também sinto muita falta daqueles meninos.
E de mim, quero perguntar novamente. Você sente falta de mim? Claro que não pergunto. Mordo a língua e tento respirar, lembrando-me de que é apenas um começo.
– Está bem, então, vou ficar de dedos cruzados.
– Pode ficar. – uma pausa. – E você? Você está bem?
Quando respondo, percebo que estou sorrindo.
– Sabe de uma coisa, Joseph? Acho de verdade que vou ficar.

amores, me desculpem por não postar novamente esta semana mas o meu computador ficou ruim de novo e mais problemas aconteceram mas agora acho que ele está bom de vez.
então para recompensar vocês irei postar um capítulo hoje e outro amanhã pois na segunda não vou poder postar aqui, tudo bem? espero que gostem dos capítulos.
o que dizer deste capítulo? Demi sentindo saudade dele e acho que o Joseph esta correto pois ela ainda é uma mulher casada e ele não quer sofrer por ela.
será que eles irão se resolver? o que eu posso dizer é que esta próximo momento Jemi novamente.
pelo menos ele apareceu e irá pensar se voltará a trabalhar.
me digam o que acharam nos comentários.
espero que gostem do capítulo, volto amanhã.
respostas do capítulo anterior aqui.

Um comentário:

  1. Se você não é a melhor escritora do mundo eu não sei quem é... 💜

    ResponderExcluir